Coluna

Mellanie Fontes-Dutra

Mellanie Fontes-Dutra

Biomédica, Neurocientista, Pesquisadora (Neuro/Saúde Pública), Professora e Divulgadora Científica (@mellziland @redeanalise @todospelasvacianas). Fundadora do Instituto Mario Schenberg.

Vacinas intranasais

Após três anos de pandemia da COVID-19, e com o sucesso da vacinação nos permitindo retomar muitos aspectos importantes das nossas rotinas pessoais e profissionais, hoje reconhecemos que o mundo está mais seguro do que o início de 2020, considerando a presença do vírus da COVID-19, o SARS-CoV-2. Mas ainda enfrentamos um aspecto desse vírus difícil de driblar: sua alta transmissibilidade.

O desafio da transmissibilidade

A medida que o SARS-CoV-2 infecta novos hospedeiros, sofrendo novas mutações, o risco de novas variantes aumenta, e entre elas, poderemos ver versões do vírus ainda mais transmissíveis que as anteriores, por exemplo.

Medidas não-farmacológicas que somaram no enfrentamento da COVID-19 foram úteis e importantes no curso da pandemia, mas atualmente, há pouca adesão ao uso de máscaras, e com a chegada de temperaturas mais frias, as pessoas tendem a ficarem mais reclusas a ambientes fechados, propiciando a circulação desse e de outros vírus respiratórios. Com isso, novas estratégias para somar às conhecidas ganham espaço e uma delas pode ser dificultando a entrada do vírus na porta de entrada do organismo.

firewall do organismo

Uma das estratégias propostas é reforçar as defesas das mucosas, como a presente em nosso nariz. Pode parecer surpreendente, mas há uma rede complexa de defesas no interior do tecido que envolve o nariz e outras porções do trato respiratório superior, e em geral, é a principal porta de entrada do SARS-CoV-2 em nosso organismo.

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